O prazer de reler: meu artigo sobre o filme Sociedade dos Poetas Mortos.

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho
Por esses dias morreu o conhecido ator Robin Williams. A Rede Globo andou reprisando uma de suas grandes atuações, o filme Sociedade dos Poetas Mortos. E eu, também andei relendo e, por achar oportuno, posto aqui novamente meu artigo-resenha sobre tal filme.


*          *          *


Sociedade dos Poetas, digo, da educação morta


Quem estudou Pedagogia ou área correlata e ainda não teve que fazer uma resenha do filme Sociedade dos Poetas Mortos? Em geral, o intento do professor é apresentar o filme como sendo inevitável caminho a ser percorrido para o total rompimento com os velhos paradigmas da educação, fazendo-se alcançar a evolução de tal ciência. Eis a minha resenha. Veja o filme, leia o texto e compare.

*          *          *

         “Sociedade dos Poetas Mortos” conta a história de uma escola, de um professor, de um aluno. A escola é um modelo de colégio interno tradicional regido por normas rígidas. O professor, John Keating, é um profissional que rompeu com as amarras do método de lecionar daquela época (1959) tido como arcaico, levando os alunos a seguirem seus sonhos. O aluno, Neil, foco principal da turma, se deixa levar pela filosofia apresentada pelo eloqüente professor e passa a viver um dilema entre a busca de seus sonhos e a vontade dos pais.
         Os métodos de ensino pouco convencionais do professor Keating envolvem a turma. Atitudes como mandar rasgar páginas dos livros fazem de Keating um modelo pretendido, chegando a receber dos alunos a expressão “Ó Capitão! Meu Capitão”. A maneira inusitada de “ensinar a pensar” induz aquela gente ainda sem uma personalidade definida a lançar-se a um mundo muitas vezes fantasioso e desconhecedor da crua realidade do mundo. Os alunos tomam conhecimento da “Sociedade dos Poetas Mortos” vivida pelo mestre em sua juventude e, num espírito aventureiro, fazem renascer a sociedade que tem como centro a poesia.
         O papel do professor como orientador foi por demais usado para incutir nos alunos a sua única ideologia, em detrimento do conhecimento amplo a que se possa chegar quando se prova das inúmeras formas de pensar e se busca na fonte de vários autores e várias correntes filosóficas. A criatividade estimulada nos alunos era dirigida e direcionada para nova concepção de vida que assumiriam e que já deveria viver dentro de cada um.
         O filme em pouco coaduna com a moral e a ética cristã, mas simplesmente enaltece o direito de se ter sonhos e de pretensamente vivê-los a qualquer custo.

         Verdadeiro e realista ao seu final, o filme apresenta o resultado já imaginável das conseqüências às quais se podem chegar ao se por em prática tal ideologia de vida: Mais alienado do que antes, e incapaz de conceber que na vida nem sempre os sonhos são produto de um imediatismo do querer, mas que pode advir da luta incessante para se conquistar tal intento com maturidade, perseverança e temor a Deus, as quais são virtudes supressas do roteiro, o aluno, Neil, desiste de batalhar por seu sonho da maneira mais banal e impensada para uma pessoa dotada de inteligência e faculdades normais. Ele suicida-se, falseando uma vitória sobre a dita opressão dos pais. Essa falsa vitória que se tentou apresentar ao final não deve ser uma válvula de escape para aqueles que foram educados para a vida.
Ps.: Nos noticiários, dizem, a morte do ator Robin Williams foi suicídio.

O fim e o que convém



por Santo Agostinho

Tu sabes muito bem que não é do ponto de vista dos convenientes, mas dos fins, que cabe distinguir as virtudes dos vícios. O conveniente é o que se deve fazer; o fim é aquilo por que se deve fazer. Portanto, quando alguém fez uma coisa que não parece ser pecado, se aquilo por que fez não é aquilo por que se deve fazer, este alguém é réu de pecado. Tu não atentas; tu separas pois os fins dos convenientes e pretendes  que se deva considerar como virtudes verdadeiras convenientes sem seus fins.

O LEGADO DE FÉ E MORAL DOS SANTOS AOS FIÉIS DE HOJE (Artigo)

Que falta ao católico de hoje? Responder-se-ia com grande sensatez afirmando que, substancialmente, falta-lhe conhecer e viver com ma...

Postagens mais acessadas

Assine o Arena da Teologia

Assine o Arena da Teologia
Receba conteúdo exclusivo por e-mail. Blog essencialmente de teologia católica abordando questões necessárias e urgentes aos tempos atuais.

Adquira o livro do autor

O MODERNO E O ETERNO

Nesta obra é apresentado um panorama montado a partir da visão dos católicos ditos tradicionalistas, aqueles que fizeram e fazem resistência às mudanças que desfiguraram a Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II. Episódios pouco conhecidos dos católicos são trazidos à tona, bem como se tenta desvendar os reais motivos para a realização de uma reforma na celebração da Santa Missa, algo tido como acontecimento improvável para o mundo católico após a promulgação da Bula Quo Primum Tempore, um documento do Papa São Pio V que, em 1570, tornava definitiva a forma com a qual se deveria celebrar a Santa Missa a partir de então.

Fale direto com o editor:

  • claudiomarfilho@gmail.com

Total de visualizações

Editor do Blog:

Editor do Blog:
Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Seguir por e-mail

PADROEIRO DESTE BLOG

PADROEIRO DESTE BLOG
São Tomás de Aquino