Por que devemos amar o nosso próximo?


Por que devemos amar o nosso próximo? Porque é amado por Deus. Com toda a razão o apóstolo S. João chama de mentiroso quem diz que ama a Deus, e entretanto odeia a seu próximo. Jesus Cristo disse que há de olhar como feito a si mesmo o bem que fizermos ao mínimo de seus irmãos; “Em verdade, vos digo, o que fizestes um de meus irmãos mais pequenos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40). Do que conclui S. Catarina de Gênova que, para se conhecer quanto alguém ama a Deus, basta examinar-se quanto ama ao próximo.
A caridade cristã é um dos frutos mais preciosos da redenção. O profeta Isaías a predisse com as palavras: “Então habitará o lobo com o cordeiro e o leopardo se alojará junto ao carneiro... e não prejudicará umao outro, nem o matará”(Is 11, 6). Com isso queria dizer que os futuros discípulos de Jesus Cristo, ainda que tendo inclinações e caracteres diversos e pertencendo a várias nacionalidades, haveriam de viver em toda a paz um com o outro, já que cada um cuidaria de se amoldar, pela caridade, à vontade e inclinação do outro. E na realidade, assim viviam os primeiros cristãos. “A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma” (At 4, 32). Isso foi o resultado da oração do divino Salvador dirigida a seu Eterno Pai antes de sua morte: “Pai santo, conservai em vosso nome aqueles que me destes, para que sejam um, como nós o somos” (Jô 17, 11).

Da obra “ESCOLA DA PERFEIÇÃO CRISTÔ , compilada dos escritos de Santo Afonso de Ligório pelo Pe. Saint-Omer, C.SS.R..

É impossível amar a Deus sem amar ao mesmo tempo ao próximo

Necessidade e excelência do amor do próximo

É impossível amar a Deus sem amar ao mesmo tempo ao próximo. O mesmo mandamento que nos obriga ao amor de Deus nos impõe o amor do próximo. “Temos este mandamento de Deus, que quem ama a Deus ame igualmente a seu próximo” ( 1 Jo 4, 21).
S. Tomás de Aquino conclui dessas palavras do Apóstolo que a única virtude da caridade abrange não só o amor de Deus, como também o amor do próximo, pois a única e mesma caridade faz que amemos não só a Deus, como também ao amor do próximo, pois a única e mesma caridade faz que amemos não só a Deus, como também o próximo por amor de Deus (II-II, q. 25, a. 1). Assim se explica o que S. Jerônimo (In ep. Ad Gall., c. 6) narra de S. João Evangelista. Perguntado por seus discípulos por que recomendava tão repetidas vezes a caridade fraterna, respondeu: Porque é o preceito do Senhor e a sua observância só basta para a bem-aventurança eterna.
S. Catarina de Gênova disse uma vez ao Senhor: Ó meu Deus, vós me mandais amar a meu próximo, e eu não posso amar senão a vós. Ao que lhe respondeu o Senhor: Minha filha, quem me ama, ama tudo que eu amo. De fato, quando se ama uma pessoa ama-se também seus parentes, seus servos, seu retrato e até suas vestes, e por quê? Porque são estimadas pela pessoa amada.

Da obra “ESCOLA DA PERFEIÇÃO CRISTÔ , compilada dos escritos de Santo Afonso de Ligório pelo Pe. Saint-Omer, C.SS.R..

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Nota: Com esta postagem damos início à publicação, através de textos em série, do Capítulo IV de tão magnífica obra com os ensinamentos do grande Doutor da Igreja, Santo Afonso de Ligório, que abrange a temática “Do amor ao próximo”.

O LEGADO DE FÉ E MORAL DOS SANTOS AOS FIÉIS DE HOJE (Artigo)

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